Barragem de Jucazinho opera com 1,47% de capacidade — Foto: Hans Von Manteuffel
Moradores de quatro cidades do Agreste pernambucano passarão a conviver com um calendário ainda mais restrito de abastecimento de água, a partir desta terça-feira (04). A medida foi adotada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) devido à crítica situação da Barragem de Jucazinho, em Surubim, que está com apenas 1,47% da sua capacidade total.
Como ação emergencial para prolongar o uso do volume disponível, a Compesa reduziu a vazão de retirada da barragem de 400 para 250 litros por segundo. Com isso, o fornecimento de água será afetado em Passira, Cumaru, Riacho das Almas e Bezerros, que passam a seguir o seguinte cronograma:
– Passira: 8 dias com água, seguidos por 15 dias sem;
– Cumaru: 7 dias com água e 15 sem;
– Riacho das Almas: 5 dias com água e 25 dias sem;
– Bezerros: 5 dias com água e 25 dias sem.
A escassez de chuvas agrava a situação hídrica da região, exigindo ajustes operacionais para evitar o colapso total do sistema. O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, destacou que as intervenções são imprescindíveis para garantir que as cidades não fiquem completamente sem abastecimento enquanto obras estruturais seguem em ritmo acelerado.
Entre as soluções em curso, estão os testes da inversão da Adutora de Jucazinho via ETA Salgado, que deve beneficiar Passira, Cumaru e Riacho das Almas ainda este ano. A expectativa é que, no início de 2026, o abastecimento nesses municípios volte ao regime regular.
Para Bezerros, a principal aposta está na Adutora do Agreste, com mais de 90% da obra concluída e previsão de testes ainda em novembro. A cidade também contará com o reforço da Adutora de Serro Azul, já finalizada e atualmente em fase de testes.
A Compesa garante que essas ações visam restabelecer, gradualmente, o fornecimento diário de água às populações atingidas, mas alerta para a necessidade do uso consciente e racional dos recursos hídricos durante esse período crítico.






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